Julho 22, 2008
Junho 26, 2008
Depoimento de Solange Lima, Presidente da ABD Nacional, sobre a saída de Orlando Senna da Direção Geral da EBC - Empresa Brasil de Comunicação:
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Hoje o meu Diretor de Comunicação na ABD Nacional, Cândido Alberto da Fonseca, ao receber a notícia da saída do Orlando Senna, citou a frase do filme “Coronel Delmiro Golveia” que não por acaso tem como Roteirista o próprio Orlando Senna: “Atiraram no Coronel e mataram a Fábrica”…
Confesso que ainda estou em estado de choque. Recebi a noticia em pleno festival de Ouro Preto, onde tratávamos do tema memória do Cinema Nacional.
Recebi a notícia quando na tela iniciava-se a projeção do filme TERRA EM TRANSE, do Glauber Rocha. Parecia ironia do destino, ver todo o tema de hoje na tela de ontem. Parecia que voltava no túnel do tempo.
Então fiquei pensando como convocar a nossa classe a reagir, a não entregar de bandeja mais um sonho pelo qual lutamos.
Então fui rever o “Coronel Delmiro Golveia” filme do Geraldo Sarno, roteirizado por Senna, e me detive na cena que abre o primeiro bloco do filme com o incêndio que provoca a fuga de Delmiro do Recife.
Onde o Coronel Delmiro fala: “Pra me atacar, pra me destruir, os chacais de Rosa e Silva e desse governadozim fi-duma-puta tacaram fogo no único mercado onde o povo podia matar a fome”.
Depois me chamou atenção a segunda parte onde vemos Delmiro Gouveia e a indústria nacional, encurralada pelo capital estrangeiro…
E mais uma frase de um dos operários da fábrica ecoavam nos meus ouvidos:
“Seu Delmiro mandou a gente fazer a fábrica, a gente fez. Os inglês veio e mandou quebra as máquinas e derrubá no rio. A gente quebrou e derrubou”.
Então pensei fomos convocados para criar uma TV Pública, brigamos e acreditamos que mesmo não vencendo em todos os itens estávamos implantando uma nova TV no Brasil e que estaríamos dando um novo passo que esta estaria sendo ajustada aos poucos, sem “assustar” os que contra ela lutavam.
E ai vem a Direção desta TV e nos diz que é para esquecer este modelo, quebrar tudo e apoiar um projeto que não nos contempla, que não é o que apostamos. Vamos obedecer? Vamos nos calar?
Ainda no 2º bloco do filme, já no final, Angiquinho em off, na sua narrativa conduz a cena, explicando: “Agora, o povo daqui nunca esqueceu o Coronel. A fraqueza do Coronel é que ele era só, sozinho mesmo, e aí atiraram nele e mataram a fábrica. Tenho pra mim que ele foi como um exemplo pra nós tudo”.
Acredito que a atitude do Orlando Senna também é um exemplo para todos nós. Sai em silêncio, com classe, sem atacar ninguém, acredito que também por ética, mas também e principalmente, por acreditar que ainda há uma chance para tentar salvarmos esta TV que pode ainda ser Pública.
Então, vamos deixá-lo só? ou vamos pegar este ato corajoso de um homem com quase 70 anos, mas que não tem medo de arriscar tudo em nome de algo maior que é o respeito pelo povo que nele acreditou e por isso apostou neste projeto? Quantos no seu lugar não estaria garantindo a segurança para o futuro de uma velhice “tranqüila” e sem problemas $$$$…?
Vamos nos unir e cobrar a TV que apostamos e acreditamos ser a saída não só para a visibilidade dos nossos filmes, mas de toda uma produção independente no nosso pais.
E finalizando ainda com o filme do Sarno e roteiro do Orlando, o Angiquinho continua: “penso também que o dia em que o povo fizer as fábrica pra ele mesmo aí num tem força no mundo qui pode quebra nem derruba, porque num tem força maior que o do povo trabalhador, que trabalha, como as máquinas, e pensa, que nem gente”.
É isso ai, se entendermos que a TV Pública é uma fábrica que nos pertence, fabrica de fomento e escoamento para as nossas produções, fabrica para levar às telas de cada lar e cada região do País a imagem do verdadeiro Brasil, fábrica onde a diversidade cultural vai estar de fato nas telas e não uma caricatura do nosso povo com falsos sotaques estereotipando um povo como vemos por aí. Vamos de fato ter uma TV Pública onde todos tenham voz e vez. Independente de quem apostou ou não no projeto, mas onde todo o Brasileiro poderá exibir o seu produto, entreter, debater, e transformar uma nação.
Mas para isso temos que nos unir sem siglas, sem partido, mas enquanto povo, enquanto operários da sociedade brasileira para juntos exigirmos uma TV PÚBLICA que de fato retrate a alma do nosso povo e que projete nas telas a riqueza da pluralidade do nosso País!!!!
Vamos ao Planalto, vamos ao Congresso Nacional, vamos aos ministros, vamos ao Presidente da República, vamos à TV Brasil e onde mais preciso for, dizer que a TV nasceu Publica e não pode se enterrar privada. Que as pessoas que criaram este projeto da TV Pública não podem ser descartadas como se não tivesse mais utilidade já que o projeto passou e está no ar. Pois a classe deu um voto de confiança a estas pessoas que já estiveram na classe e hoje estiveram ou estão gestores desta TV.
Solange Lima
Presidente da ABD Nacional
Junho 2, 2008
4 filmes baianos serão apresentados em festival
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Começa hoje (dia 2) e vai até o dia 4 de junho, a mostra cinematográfica que faz parte do Festival do Teatro Brasileiro - cena baiana, etapa Pernambuco que contará com a participação de quatro longas-metragens da Bahia. São eles: Samba Riachão de Jorge Alfredo, Eu Me Lembro de Edgard Navarro, Cidade das Mulheres de Lázaro Farias e Esses Moços de José Araripe.
Os filmes serão exibidos no Teatro do Parque, Centro do Recife. O festival tem como objetivo promover uma interação entre os estados brasileiros, através de apresentações teatrais e de outras expressões artísticas. Os ingressos tem preços populares, custam apenas R$ 1,00.
Maio 20, 2008
Trailer do filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
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Indiana Jones (Harrison Ford) e seu ajudante Mac (Ray Winstone) escapam por pouco de um encontro com agentes soviéticos, em um campo de pouso remoto. Agora Indiana está de volta à sua casa na Universidade Marshall, mas seu amigo e reitor da escola, Dean Stanforth (Jim Broadbent), explica que suas ações recentes o tornaram alvo de suspeita e que o governo está pressionando para que o demita. Ao deixar a cidade Indiana conhece o rebelde jovem Mutt Williams (Shia LaBeouf), que tem uma proposta: caso o ajude em uma missão Indiana pode deparar-se com a caveira de cristal de Akator. Agentes soviéticos também estão em busca do artefato, entre eles a fria e bela Irina Spalko (Cate Blanchett), cujo esquadrão de elite está cruzando o globo atrás da Caveira de Cristal.
Maio 19, 2008
Ligue para 3330 8400 ou acesse o site www.ucsal.br
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
Período: até 31/05/2008
Maio 13, 2008
O documentário “O mistério do samba” encerrará o Festival de Cannes
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O Festival de Cinema de Cannes, que acontece de 14 a 25 de maio terá mais um filme brasileiro. “O mistério do samba”, dirigido por Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, terá sua estréia mundial no encerramento da Mostra Cinéma de la Plage, no dia 25 à noite.
O documentário, retrata a história, as músicas e o cotidiano dos integrantes da Velha Guarda da Portela, escola de samba do Rio de Janeiro, e levou mais de 10 anos para ficar pronto. Mostra também a pesquisa que Marisa Monte realizou, recuperando composições esquecidas. O filme deverá estrear no Brasil no segundo semestre e contará com a participação de Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola.
Maio 5, 2008
CENA DO FILME “Jardim das folhas sagradas”
O jornal A Tarde do dia 4 de maio trouxe duas matérias sobre produções audiovisuais que foram premiadas e ainda não foram lançadas. De acordo com as matérias o montante reservado a essas produções chega a R$ 1.380.000,00 e mesmo assim ainda não se pode afirmar quando estaram prontas.
A produção que recebeu a maior parte do valor foi o longa metragem ”Pau Brasil”, 1.200.000,00, do diretor Fernando Beléns. Conforme declaração dada ao jornal a produção começou a enfrentar problemas quando a produtora responsável pela gestão da conta do filme, a Studio Brasil, desviou mais da metade da primeira parcela para o financiamento do longa Jardim das Folhas Sagradas, realizado pelo diretor do Instituto Geral de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Pola Ribeiro.
Além do longa-metragem Pau Brasil, dois curtas premiados com R$ 90 mil pelo edital Agnaldo Siri Azevedo, de 2004/2005, ainda não foram entregues ao Estado. “A Incrível História de Seu Mané Quem Qué e o Demo”, de Lázaro Faria, que só começou a ser filmado neste sábado, 3. “Xisto Bahia - Isto é Bom”, de Joel de Almeida está em fase de pós-produção. (more…)
Abril 24, 2008
Curta brasileiro ganha prêmio em festival italiano
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O curta “Alguma Coisa Assim”, de Esmir Filho, foi eleito o melhor curta-metragem no Torino GLBT Film Festival - festival que acontece na Itália até amanhã. Com duração de 15 minutos, o filme conta a história de dois jovens de 17 anos, que saem pela noite à procura de diversão.
O curta já havia sido vencedor, em 2006, do prêmio de melhor roteiro para curta-metragem na Semana da Crítica em Cannes. No mesmo ano, no Festival de Cinema de Gramado, recebeu os Kikitos de melhor filme, melhor direção e melhor atriz para Caroline Abras.
Abril 13, 2008
O festival de cinema gay argentino foi aberto por um filme brasileiro
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O filme brasileiro ‘Jogo de Cena’, de Eduardo Coutinho, foi exibido na úlitma quinta-feira na 10ª edição do Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independente (BAFICI), na Argentina. O festival se estenderá até domingo, dia 20.
Além da exibição de filmes, que é o carro-chefe do festival, o evento terá também concertos, mesas redondas, discussões, projeções ao ar livre e atividades especiais. Na área específica de filmes, a programação inclui um pacote internacional e um nacional. Haverá ainda um terceiro pacote de filmes denominado ‘Cine Del Futuro’, um sobre Direitos Humanos e outro dedicado exclusivamente aos curtas.
Abril 3, 2008
A partir do dia 3 até o próximo dia 11, mais uma maratona de cinema acontece em Salvador com a mostra Possíveis Sexualidades. A proposta, é apresentar filmes ligados à temática GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
Entre os destaques aparecem produções inéditas na Bahia, como o premiado filme argentino “XXY” (vencedor da semana da crítica em Cannes) e o brasileiro “Por Onde Andará Dulce Veiga?”, adaptação do livro do escritor Caio Fernando Abreu.

